De novo o turbilhão da consciência bate contundente à cabeça. Certezas desmoronam-se, por de fato nunca haverem sido certezas.Paixão e Amor: acima de tudo, conceitos. Palavras criadas para mera representação. O fato em si é apenas um:o sentimento.Identificá-lo? Fácil.aceitá-lo? Nem sempre...
A realização do fato, o medo de machucar, o carinho e a falta de verdadeira cara-de-pau. Mistura cruel que em alguns momentos fazem a mente girar. Seriam convenções ou prudência? E a própria felicidade? E a felicidade do outro?
Recordações de um velho amor jamais conquistado vêm à tona. Invasão boba do romantismo original. Incertezas do que poderia ou pode dar certo... O "viver é melhor que sonhar",mas do que é feita a vida senão de sonhos?
O que mais acode é a forma como esse passado se mantem fixo. Grudado na imaginação. A dificuldade de esquecer. A busca que se faz no astral e fora dele também - por meios bem mais pífios. A indagação frequente do porquê disso.E, sobretudo, a inconfessada paixão...É difícil autoconhecer-se,arrumar lógica nos pensamentos e nas vontades e,talvez,o propósito da vida esteja longe disso,mas no contrário.
Em um discurso como este, que, longe está de levar a finalidades,a conclusões,como lenitivo para própria consciência,a citação dos mestres é o que resta. "A normalidade não passa de uma ilusão imbecil e estéril". E que o jogar de dados do Supremo Arquiteto leve ao melhor.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
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6 comentários:
É, concordo com tudo o que você disse.
Agora você sabe como nos sentimos quando um sentimento APARENTEMENTE esquecido e/ou adormecido resolve ressurgir.
Ai,como as coisas seriam tão mais fáceis se pudessemos ignorar certas coisas. Acho que definitivamente o seu texto lida com isso e com a dificuldade de compreender que de certas coisas não se pode fugir e que,por isso,tornam-se mais complexas de enfrentar quando são transpostas para o plano da realidade.
querido anonimos que eu sei quem são,respectivamente: Alexandre e Luiza Rafaela,mostrem suas caras nos comentários! hahahahaha
Então,MUITO MUITO MUITO OBRIGADO!É bom ver que tem alguém lendo e gostando e/ou se identificando de alguma maneira...
É complicado pensar num amor antigo não conquistado, pensar em como teria sido se... Enfim, é difícil recordar-se de alguém e não apenas recordar-se mas se dar conta de que isso ainda não passou.
Mas não vale a pena cultivar algo que não deu certo... Sei que não mandamos no coração e que quando o amor resolve dar uma de fênix fica difícil controlar. Não vale a pena cultivar, mas não tem como não pensar e nem se pode fugir.
Complicado... Mas adorei seu texto!
Quem não tem "um velho amor jamais conquistado"?
Muito bom,meu querido.Um texto arrebatador mexe com sentimentos e assim faz o leitor se interessar.
Pena que depois da tristeza as coisas não se ajeitem e tudo termine com um beijo e apareça o "the end" na tela.
ps:eu não sou mais um dos seus "anônimos".
Maaarioo!Muito obrigado,fico feliz de você ter gostado e de ter de volta entre os meus leitores!
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